
De acordo com a tradição, a primeira celebração de Pessach aconteceu há 3.500 anos, quando Deus enviou as dez pragas sobre o povo egípcio, com o objetivo de libertar os judeus da escravidão na terra dos faraós. Antes da décima praga, o profeta Moisés foi instruído a pedir para que cada família hebreia sacrificasse um cordeiro e molhasse os umbrais (mezuzót) das portas com o sangue do animal imolado para que seus primogênitos não fossem atingidos pelo ´anjo da morte´.
O Pessach é comemorado por oito dias, e durante esse período é proibido comer, beber ou ter posse de qualquer alimento fermentado, substituindo-se o pão e seus derivados por um pão ázimo e sem fermento que é chamado "matzá".
O alimento sem fermento relembra o Êxodo. Os israelitas cozinharam o pão, antes da fuga do antigo Egito, por isso não houve tempo para a massa fermentar.
A celebração é marcada por dois jantares em dias seguidos, nos quais é lida na "Hagadá" (narração) a história da Páscoa Judaica, onde estimula a participação das crianças das famílias. Os judeus têm por mandamento narrar às futuras gerações a libertação do Egito.
Torá
Baseada na Torá, a Hagadá conta detalhadamente como os escravos choravam para Deus por sua salvação, e como estes gritos eram ouvidos. Após a libertação, cerca de 600 mil filhos de Israel deixaram o Egito. Quando alcançaram as margens do Mar Vermelho, estavam encurralados pelas carruagens do Faraó que os perseguiam. Mas então, miraculosamente, as águas do mar se abriram, e eles atravessaram em terra seca.